{"id":5637,"date":"2024-09-02T11:22:44","date_gmt":"2024-09-02T14:22:44","guid":{"rendered":"https:\/\/hml.artica.capital\/asset-cartas\/politica-monetaria-simplificada\/"},"modified":"2024-09-02T11:22:44","modified_gmt":"2024-09-02T14:22:44","slug":"politica-monetaria-simplificada","status":"publish","type":"cartas","link":"https:\/\/hml.artica.capital\/en\/asset-cartas\/politica-monetaria-simplificada\/","title":{"rendered":"Pol\u00edtica monet\u00e1ria simplificada"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-group has-global-padding is-layout-constrained wp-container-core-group-is-layout-eb5bab19 wp-block-group-is-layout-constrained\">\n\n<div class=\"wp-block-columns artica-content-spaces is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:40%\">\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: #Carta Setembro\/24: Pol\u00edtica monet\u00e1ria simplificada\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"624\" height=\"351\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/1lH8Rx3OFam1wliiq4OJfV\/video?utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n<\/div>\n\n<\/div>\n\n<\/div>\n\n\n\n<p>Dear investors,<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 curioso o quanto se popularizou no Brasil a discuss\u00e3o sobre pol\u00edtica monet\u00e1ria, uma \u00e1rea bastante t\u00e9cnica e complexa mesmo para os profissionais do mercado. O que todos j\u00e1 aprenderam \u00e9 que juros altos reduzem a infla\u00e7\u00e3o e que o d\u00e9ficit fiscal do governo aumenta a infla\u00e7\u00e3o. A coisa se complica um pouco quando ouvimos que, mesmo com a infla\u00e7\u00e3o sob controle, ainda \u00e9 preciso maior compromisso do governo com a responsabilidade fiscal para controlar tamb\u00e9m a expectativa de infla\u00e7\u00e3o futura. Do contr\u00e1rio, os juros continuar\u00e3o altos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os que n\u00e3o s\u00e3o especialistas em macroeconomia e pol\u00edtica monet\u00e1ria, que certamente \u00e9 o nosso caso, h\u00e1 sempre o perigo de se perder entre os jarg\u00f5es e abstra\u00e7\u00f5es, criando certa dificuldade de julgar a coer\u00eancia do que est\u00e1 sendo discutido. Argumentos complexos e abstratos t\u00eam mais chance de encobrir erros. Por isso, preferimos as an\u00e1lises simples e diretas, sem floreios ou pompas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa prefer\u00eancia em mente, vamos discutir o que est\u00e1 acontecendo com a pol\u00edtica monet\u00e1ria brasileira e como lidamos com a situa\u00e7\u00e3o em nossos investimentos, do jeito mais simples poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa SELIC e seu impacto na economia real<\/p>\n\n\n\n<p>A fun\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de um banco \u00e9 captar dinheiro no mercado e emprestar esse dinheiro a uma taxa mais alta. A diferen\u00e7a dos juros pagos na capta\u00e7\u00e3o e os juros cobrados nos empr\u00e9stimos \u00e9 chamada de spread banc\u00e1rio, a principal fonte de receita operacional dos bancos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse emaranhado de capta\u00e7\u00f5es e empr\u00e9stimos, \u00e9 comum um banco terminar o dia com caixa em excesso ou em falta, mas n\u00e3o \u00e9 permitido que bancos terminem o dia com saldo negativo em sua \u201cconta corrente\u201d. Para resolver esse problema, existe o Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e Cust\u00f3dia (SELIC), que viabiliza que os bancos emprestem dinheiro uns aos outros por prazos curtos, tipicamente apenas um dia, para que suas contas n\u00e3o fiquem negativas nos fechamentos de caixa di\u00e1rios. A taxa de juros cobrada nesses empr\u00e9stimos di\u00e1rios \u00e9 a Taxa SELIC, chamada de taxa b\u00e1sica de juros porque \u00e9 o retorno obtido com a opera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito de menor risco existente no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A princ\u00edpio, essa taxa poderia ser definida livremente pela oferta e demanda de capital existente no mercado. Por\u00e9m, o Banco Central atua no SELIC emprestando (ou tomando emprestado) dinheiro na taxa determinada como Meta SELIC. Como o Banco Central participa de uma parcela expressiva do volume total dessas opera\u00e7\u00f5es di\u00e1rias de cr\u00e9dito, a taxa praticada por ele \u00e9 uma forte refer\u00eancia para a taxa de todo o mercado. \u00c9 assim que o Banco Central controla a taxa b\u00e1sica de juros da economia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a op\u00e7\u00e3o de emprestar dinheiro para o Banco Central \u00e0 taxa b\u00e1sica de juros, n\u00e3o faz sentido emprestar dinheiro a qualquer empresa ou pessoa a uma taxa menor. Como os bancos ainda precisam do spread banc\u00e1rio para cobrir seus custos de opera\u00e7\u00e3o e remunerar o capital pr\u00f3prio investido, todos os empr\u00e9stimos, com exce\u00e7\u00e3o dos subsidiados, s\u00e3o feitos a juros mais altos que a taxa SELIC. Ou seja, quando ela sobe, o dinheiro emprestado no Brasil fica mais caro.<\/p>\n\n\n\n<p>O efeito do aumento de juros \u00e9 bastante amplo. Como a maior parte das empresas tem algum n\u00edvel de endividamento, passam a gastar mais com o pagamento de juros ou com quita\u00e7\u00f5es dessas d\u00edvidas, agora mais caras, e sobra menos capital para investimentos em crescimento ou inova\u00e7\u00e3o. Cr\u00e9ditos para os consumidores tamb\u00e9m ficam mais caros, ent\u00e3o se torna mais dif\u00edcil realizar qualquer compra financiada, incluindo as compras de varejo em 12x sem juros (leia-se pre\u00e7o \u00e0 vista com juros do parcelamento em 12x). A consequ\u00eancia natural \u00e9 que a demanda do mercado interno diminui e, pelo tradicional mecanismo em que os pre\u00e7os s\u00e3o determinados pelo equil\u00edbrio entre a oferta e a demanda, os pre\u00e7os tendem a cair. \u00c9 assim que os juros altos ajudam a controlar a infla\u00e7\u00e3o, com o efeito colateral de dificultar o crescimento da economia.<\/p>\n\n\n\n<p>Responsabilidade fiscal, infla\u00e7\u00e3o e juros<\/p>\n\n\n\n<p>Responsabilidade fiscal significa, simplesmente, o governo gastar menos dinheiro do que ganha. A regra \u00e9 t\u00e3o universalmente aplic\u00e1vel que o estranho \u00e9 haver a longa discuss\u00e3o sobre se o governo deveria ou n\u00e3o segui-la. A situa\u00e7\u00e3o se torna mais compreens\u00edvel quando consideramos as perversidades pr\u00e1ticas da pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Um governo que gasta desenfreadamente durante seu mandato gera d\u00e9ficit, mas ganha popularidade entregando obras e programas sociais, da mesma maneira que um consumidor desenfreado aproveita com alegria suas compras at\u00e9 que chegue a fatura do cart\u00e3o de cr\u00e9dito. O detalhe \u00e9 que, para o governante, a \u201cfatura do cart\u00e3o de cr\u00e9dito\u201d pode ser postergada at\u00e9 o pr\u00f3ximo mandato. Quem herdar o governo ter\u00e1 um problema nas m\u00e3os: ou restringe gastos para reequilibrar as finan\u00e7as p\u00fablicas, uma medida sempre impopular, ou agrava ainda mais o problema mantendo o d\u00e9ficit. Se a decis\u00e3o de restringir gastos vier de um governante da oposi\u00e7\u00e3o, o respons\u00e1vel pelo endividamento contra\u00eddo no mandato anterior ainda far\u00e1 compara\u00e7\u00f5es dizendo que entregou muito mais \u00e0 popula\u00e7\u00e3o durante seu mandato, sem entrar no m\u00e9rito do dano causado \u00e0s finan\u00e7as p\u00fablicas no processo. Frustra\u00e7\u00f5es pol\u00edticas a parte, vamos ao que acontece quando o governo aumenta seus gastos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo grande porte do Estado, quando ele gasta mais, a demanda total do mercado interno por bens e servi\u00e7os aumenta de forma n\u00e3o desprez\u00edvel e \u00e9 gerada uma press\u00e3o de alta de pre\u00e7os, devido ao mesmo mecanismo de equil\u00edbrio entre oferta e demanda que j\u00e1 comentamos. Ou seja, o aumento de gastos pelo governo contribui para o aumento da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Um segundo problema \u00e9 que d\u00e9ficits fiscais levam o governo a, obrigatoriamente, aumentar o endividamento p\u00fablico. Se esse regime for mantido por tempo demais, h\u00e1 um ponto em que o governo n\u00e3o tem mais como arcar com os juros da d\u00edvida e nem emitir d\u00edvidas adicionais, pois n\u00e3o haver\u00e1 mais interessados em emprestar mais dinheiro ainda para um governo que sempre fecha as contas no vermelho. Nessa situa\u00e7\u00e3o, restariam duas op\u00e7\u00f5es: o governo declarar morat\u00f3ria, uma medida extrema em que se suspende os pagamentos relacionados \u00e0 d\u00edvida p\u00fablica, causando um enorme dano \u00e0 reputa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds; ou emitir mais moeda atrav\u00e9s do banco central e us\u00e1-la para pagar a d\u00edvida. H\u00e1 quem veja nessa segunda solu\u00e7\u00e3o uma f\u00f3rmula m\u00e1gica para resolver o problema. Por\u00e9m, como n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel gerar valor econ\u00f4mico do nada, a simples impress\u00e3o de mais moeda s\u00f3 faz com que a mesma quantidade de bens que um pa\u00eds tem seja representada por um volume maior de dinheiro e, assim, o valor da unidade monet\u00e1ria diminui, fazendo com que os pre\u00e7os nominais aumentem. \u00c9 uma segunda maneira de gerar infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 mais um efeito negativo. D\u00e9ficits reincidentes fazem com que investidores percam a confian\u00e7a na sustentabilidade das contas p\u00fablicas. Essa falta de confian\u00e7a reduz o ingresso de capital estrangeiro e, portanto, tamb\u00e9m reduz o volume de compras de moeda local. Al\u00e9m do problema \u00f3bvio de receber menos investimentos, a menor demanda pela compra de reais faz com que nossa moeda se desvaloriza e as taxas de c\u00e2mbio se tornem menos favor\u00e1veis para importa\u00e7\u00f5es. Ou seja, o d\u00f3lar sobe e o pre\u00e7o de tudo que \u00e9 importado aumenta. Como uma parcela relevante do consumo brasileiro vem de produtos importados (cerca de 20%), a alta do d\u00f3lar tamb\u00e9m aumenta a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, o papel do Banco Central continua sendo o de controlar a infla\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da \u00fanica ferramenta sob seu comando: a pol\u00edtica monet\u00e1ria. Assim, quanto maior o d\u00e9ficit fiscal, maior o efeito inflacion\u00e1rio e mais o banco central tender\u00e1 a aumentar (ou manter alta) a taxa b\u00e1sica de juros.<\/p>\n\n\n\n<p>Onde surge a complexidade<\/p>\n\n\n\n<p>Se esses mecanismos pudessem ser analisados isoladamente, n\u00e3o seria uma tarefa t\u00e3o dif\u00edcil entender a situa\u00e7\u00e3o e projetar as evolu\u00e7\u00f5es prov\u00e1veis. No entanto, todos eles agem simultaneamente sobre a economia e tem efeitos al\u00e9m dos previstos pela mec\u00e2nica simplificada que descrevemos. Por exemplo, aumentar os juros reduz a infla\u00e7\u00e3o em um primeiro momento, mas dificulta o equil\u00edbrio das finan\u00e7as p\u00fablicas, pois torna os juros pagos pelo governo mais altos e reduz o crescimento da economia, reduzindo assim os impostos arrecadados. Como d\u00e9ficit fiscal aumenta a infla\u00e7\u00e3o, o efeito colateral do aumento de juros pode piorar o problema da infla\u00e7\u00e3o no m\u00e9dio prazo, da mesma forma que um rem\u00e9dio em dose exagerada mais prejudica do que ajuda o paciente. Calibrar qual \u00e9 a taxa de juros ideal n\u00e3o \u00e9 uma ci\u00eancia exata. O Banco Central utiliza modelos matem\u00e1ticos para calcular qual seria a taxa de juros neutra, aquela que n\u00e3o aceleraria nem desaceleraria a economia, e ajusta sua pol\u00edtica monet\u00e1ria de acordo. Por\u00e9m, o modelo \u00e9 te\u00f3rico e s\u00f3 se sabe o efeito real atrav\u00e9s da boa e velha tentativa e erro. Por isso que o Banco Central muda a taxa de juros aos poucos. Sobe 0,25% e espera para ver o que acontece. Desce 0,25% e espera para ver o que acontece.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda h\u00e1 a quest\u00e3o das expectativas. Apesar de ser um elemento subjetivo, seu impacto sobre a economia \u00e9 real. Quando empres\u00e1rios e investidores acreditam que a infla\u00e7\u00e3o futura ser\u00e1 alta, eles incorporam essa premissa em seus c\u00e1lculos e tomam decis\u00f5es de neg\u00f3cios de acordo. Aumentam os pre\u00e7os de venda de seus produtos, antecipando aumentos em seus custos de produ\u00e7\u00e3o, e exigem taxas de retorno mais altas em seus investimentos para compensar o risco associado \u00e0 infla\u00e7\u00e3o (e.g.: custos subirem mais do que seja poss\u00edvel repassar nos pre\u00e7os). Assim, a infla\u00e7\u00e3o real tende a convergir para a infla\u00e7\u00e3o esperada, em uma forma de profecia autorrealiz\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, as expectativas de infla\u00e7\u00e3o s\u00e3o guiadas pelo que o mercado espera que o Banco Central e o governo fa\u00e7am ao longo do tempo, j\u00e1 que s\u00e3o os agentes com poder real para influenciar a economia de forma significativa. Quando ambos agem de maneira consistente e coordenada, o cen\u00e1rio \u00e9 mais est\u00e1vel. Quando agem de forma err\u00e1tica e h\u00e1 atrito entre governo e banco central, acontece o que estamos vivenciando no Brasil. Ningu\u00e9m sabe ao certo como ser\u00e1 o futuro e as expectativas oscilam tamb\u00e9m de forma err\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>O que fazer nos investimentos<\/p>\n\n\n\n<p>Em cen\u00e1rios complexos e inst\u00e1veis, preferimos admitir a incerteza em toda sua amplitude do que superestimar nossa habilidade de prever o futuro. Toda essa discuss\u00e3o ao redor de responsabilidade fiscal, pol\u00edtica monet\u00e1ria, infla\u00e7\u00e3o e juros comp\u00f5e um cen\u00e1rio complexo e inst\u00e1vel. Ent\u00e3o, ao inv\u00e9s de tentar projetar (ou adivinhar) qual ser\u00e1 a pr\u00f3xima decis\u00e3o do COPOM sobre a taxa SELIC e seus impactos sobre a infla\u00e7\u00e3o, buscamos nos posicionar em investimentos que tendam a gerar uma boa taxa de retorno independentemente da rota exata que os juros e a infla\u00e7\u00e3o sigam ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Repetimos com certa frequ\u00eancia em nossas cartas quais s\u00e3o esses investimentos: a\u00e7\u00f5es de boas empresas, com vantagens competitivas sustent\u00e1veis, hist\u00f3rico de alta rentabilidade e modelo de neg\u00f3cios resiliente. Empresas assim costumam ser capazes de sobreviver e prosperar porque geram valor econ\u00f4mico real. Avan\u00e7ar\u00e3o mais r\u00e1pido quando o cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico for favor\u00e1vel e resistir\u00e3o da melhor forma poss\u00edvel quando ele for desfavor\u00e1vel. Em longos per\u00edodos, tendem a gerar bons retornos m\u00e9dios sobre o capital investido na opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Admitimos as incertezas das vari\u00e1veis macroecon\u00f4micas e evitamos investir tempo tentando projetar aquilo que n\u00e3o pode ser previsto com assertividade suficiente para sustentar uma tese de investimentos com bom potencial de retorno e risco controlado. Preferimos passar nossos dias monitorando as empresas de nosso portf\u00f3lio, avaliando outras empresas listadas e estudando ciclos microecon\u00f4micos de setores que chamem nossa aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa estrat\u00e9gia tem uma ess\u00eancia simples. Buscamos identificar empresas listadas que tenham as caracter\u00edsticas mencionadas, calculamos um valor justo para suas a\u00e7\u00f5es assumindo um cen\u00e1rio bastante conservador nos pontos que n\u00e3o conseguimos prever com precis\u00e3o e esperamos at\u00e9 que exista a oportunidade de compr\u00e1-las a um pre\u00e7o baixo o suficiente para que o investimento seja razoavelmente rent\u00e1vel mesmo nesse cen\u00e1rio pessimista. O que vier acima disso \u00e9 lucro. Literalmente.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group has-pureza-background-color has-background has-global-padding is-layout-constrained wp-container-core-group-is-layout-95339512 wp-block-group-is-layout-constrained\" style=\"padding-top:24px;padding-right:24px;padding-bottom:24px;padding-left:24px\">\n\n<p class=\"has-noite-color has-text-color has-link-color has-merriweather-font-family wp-elements-a0594b8ebcfd30db8493d114383b8bab\" style=\"font-size:18px;font-style:normal;font-weight:400;letter-spacing:0px;line-height:1.8\">\n  <em>Check out the comments from Ivan Barboza, manager of \u00c1rtica Long Term FIA, on this month&#039;s letter in <a href=\"https:\/\/youtube.com\/p0rYV0XUMU4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">YouTube<\/a> or not <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/1lH8Rx3OFam1wliiq4OJfV\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Spotify<\/a>.<\/em>\n<\/p>\n<\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caros investidores, \u00c9 curioso o quanto se popularizou no Brasil a discuss\u00e3o sobre pol\u00edtica monet\u00e1ria, uma \u00e1rea bastante t\u00e9cnica e complexa mesmo para os profissionais do mercado. O que todos j\u00e1 aprenderam \u00e9 que juros altos reduzem a infla\u00e7\u00e3o e que o d\u00e9ficit fiscal do governo aumenta a infla\u00e7\u00e3o. A coisa se complica um pouco [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":5636,"template":"","meta":[],"class_list":["post-5637","cartas","type-cartas","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/hml.artica.capital\/en\/wp-json\/wp\/v2\/cartas\/5637","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/hml.artica.capital\/en\/wp-json\/wp\/v2\/cartas"}],"about":[{"href":"https:\/\/hml.artica.capital\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/cartas"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hml.artica.capital\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hml.artica.capital\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5636"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/hml.artica.capital\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5637"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}